sábado, 22 de agosto de 2015

Mari parte final

PARTE 8 – GRAVIDA O início da minha gravidez foi de arrancar os cabelos!!!! A tata que o diga! Rsrsrsrs. E agora estou quase no finalzinho dela! Mas isso é assunto o bastante pra eu contar em outro post! Em breve, prometo! O que eu gostaria de passar pra vocês, retribuindo toda a ajuda que recebi de Deus e tantos anjos que Ele colocou no meu caminho, é que, independente dos obstáculos que cada uma de nós tem que enfrentar e mesmo com tantas condições desfavoráveis, É POSSÍVEL! A FIV pode ser uma experiência bem difícil, mas se fizermos um esforço e olharmos a vida com os olhos da positividade, da esperança, perceberemos que pode ser uma experiência maravilhosa! Que nos ajuda a crescer! Nos ensina a ter fé, a reconhecer que temos que fazer nossa parte e entregar o resto! Que ela nos dá uma oportunidade única de conhecermos e acompanharmos os nossos filhos desde que são gerados! De presenciarmos um milagre! De aprendermos a ser gratos! Foi isso o que a batalha contra a infertilidade fez por mim. E olhando para trás, eu não mudaria nada! Pretendo escrever, antes do fim da gestação, (se tudo correr como o esperado e com a licença da tata) sobre a própria gravidez, que tem sido uma aventura à parte, principalmente no começo. E também sobre o preconceito em torno das gestantes obesas, que precisa acabar! Então, até a próxima!!! Mariana.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Amigas do destino

E hoje, tive a certeza que estou muito perto de mim mesma. Voltei ao medico com meus exames em mãos, e meu TSH está baixinho baixinho. Está 0,29. Esteve 19. A meta é 0,0. Ele disse para manter a dose e aguardar mais algumas semanas. Se eu conseguir zerar o TSH e um outro que ainda nao dosei, nem vou precisar rastrear o cancer. Sem mapeamento. Muita bencão! Minha consulta foi logo apos conhecer mais uma leitora, que veio do NE e foi um prazer enorme conhecer. As meninas as vezes dizem que adoraram me conhecer, mas no fundo eu acho que sou eu quem ganha mais. Porque conheco tanta gente legal, cada história, cada lição. E no final, todas sempre conseguem. E acabo me cercando de betas lindos, de ultassons emocionantes e bebes maravilhosos. Que D'us permita que eu possa acompanhar o bebe de cada uma, assim como pude acompanhar a gestação. É alegria demais! Sim, a luta é longa, é sofrida. Dói demais. Hoje, contando no almoço minha trajetória com detalhes, ainda dói. Tem ferida que mesmo cicatrizada, dói. Essa dorzinha fica guardada no fundo da alma, num cantinho tão escondido. Mas dói. A luta é sofrida. É longa, mas se não fosse assim, não poderia conhecer tanta gente maravilhosa como conheci. Duas baianas, uma manauara, duas paraibanas, uma carioca, duas mineiras e tantas paulistanas. São amigas que a vida uniu. Que a vida apresentou. Que os obstáculos, que o destino doido traçou. E para cada uma, um carinho imenso, a certeza de que nada é por acaso, e o desejo de toda a felicidade do mundo. Boa noite, marido esta chamando.

Roséola

Bem, dito o que aconteceu no hortifruti, pergunto: estão acompanhando a história da Mari? Desfecho da parte 1 está programado para amanhaaaaaa!!! Como a propria Mari diz, ela não é exemplo de superação. Ela vive a vida dela, a realidade dela. Ela luta por aquilo que sonha, que acredita, e faz acontecer. Tem força, determinação, obstinada. Guerreira. Mariana é um exemplo a ser seguido. Mariana anda com dificuldade e por isso se locomove com a cadeira de rodas. Mas isso, nem nada, nunca foi impedimento para ela. Foram apenas dificuldades. Todas nós temos nossas limitações, obstáculos. O que é pouco para você, pode ser muito para o outro. Nunca julgue a dificuldade do outro, porque todos trabalhamos na dificuldade máxima que conseguimos suportar. E Mariana vem para nos ensinar que temos todas as nossa dificuldades, mas nada, nem ninguem, pode nos impedir de alcançar - e realizar - nossos sonhos. Em breve voces poderão comemorar a conquista dela. E vocês devem estar se preocupando o porqueeeeee eu sumi por tanto tempo. Gente, Beatriz ficou dodói. Teve roséola. Como diz a Ciz, doença chique, porque na nossa época não tinha nada disso. Rsrsrsrsrsrsrsrs Passou o final de semana super bem, mas na segunda estava bem cansada. Quando fui buscá-la na escola, ela veio chorando, o que é inédito. Ela sempre vem feliz. Não dei muita bola, julguei-a cansada. Peguei no colo, coloquei na cadeirinha do carro e vim para casa. Ao tirá-la da cadeirinha, senti as costas dela muito quentes!!! Tirei a temperatura e pimba: 38 graus. Minha menina estava com febre. Dei tilenol, jantar e banho e a temperatura baixou. Mas ela estava manhosa. mandei mensagem para o pediatra, apenas para que ele ficasse ciente, e coloquei-a para dormir. As dez, fui checar a temperatura e estava com 38,5. Dei tilenol novamente. Chorosa, dei mais colo. Peguei meu travesseiro, coloquei um colchão no chão e deitei com ela. (sou super contra levar ela para dormir na cama com a gente) As 2 da manha, 39 graus. Tilenol. Amanheceu bem, mas achei melhor levar no pediatra. Uma noite toda com febre, achei preocupante. Ele examinou, descartou pulmão, otite e disse para administrar alivium e novalgina em caso de febre. Ela estava sem febre, mas ele antecipou: está dando roséola. Não podemos diagnosticar nada antes de 3 dias de febre. Monitore e controle a febre. Ela passou o dia bem, mas as 4 da tarde, estava com 38 graus de novo. Alivium. As 7, 38,5 graus. Intercalei com a novalgina, que ela se recusou a tomar. (comprei a em gotas, mas sem sabor de morango por engano) Abri a boca e ela tomou na marra, e vomitou todo o jantar na sequencia. Com o vomito ela se sujou, e para baixar a febre, pus no banho. Ela comecou a tremer, foi desesperador. Liguei para o pediatra. Pedi para o marido comprar a novalgina supositorio que o pediatra recomendou, medicamos, ela vomitou mais uma vez e a febre cedeu. Deitei ela ao meu lado na cama e dormimos eu e ela na cama de casal. marido foi para outro quarto. Adormecia, monitorava a febre e voltava a dormir. Ja era a segunda noite sem dormir e comecei a ficar muito cansada. A febre se manteve baixa (37-37,5) a noite toda, mas as 3 da manha chegou a 39,5. Mais meio grau entrava numa temperatura de risco de convulsão. Ela estava dormindo. Fiquei na duvida o que fazia: se deixava dormir, ou se acordava para medicar. Meia hora depois de uma vigilia desesperada e muitos googles "acordar ou não acordar o bebê", ela acordou, mediquei e ela voltou a dormir. Eu estava exausta, e dormi. Acordei com um barulho e com ela chorando, no chão. Tinha caído da cama. Rolou e caiu. Estávamos tão exaustos (eu, ela e o marido que ouviu o barulho e acordou) que acalmamos ela e voltamos todos a dormir. Acordou sem febre, mas passou o dia no colo, chorosa. Era quarta feira. A noite ela teve febre novamente, e eu intercalei a medicacao de 3 em 3 horas. Quinta amanheceu manhosa e sem febre. Passou o dia no colo, e tirou boas sonecas. Estava exausta. Assim foi na sexta tambem: sem febre, dormindo muito e colo, colo, colo. Na sexta a noite apareceram as bolinhas pelo corpo. Roséola. Com o aparecimento das bolinhas, Beatriz estava oficialmente curada. A semana passada passou por cima de mim como um trem. Fui atropelada cruelmente. Estava exausta. Dormi mal, pouco e passei o dia com a Be no colo, chorosa. Mas sobrevivi. E ela sobreviveu a mim. No sábado, quando tudo passou, disse para o marido: acho que acertei a dose dos hormonios. Não tive vontade de jogar a Bê pela janela! Me dei conta que voltei ao meu normal. estava com saudades de mim.

Hortifruti

meninas, sempre quando eu sumo eu posto 1689365 posts de uma vez ne?? Desculpem! Antes quero apenas contar para vcs o ocorrido da segunda feira... Busquei a Be na escola e fomos para o Hortifruti. Não tinha nadica na geladeira. Coloquei ela no carrinho e ela adora, porque sempre tem pedacinhos de fruta, e ela gosta de falar os nomes das frutas. Em frente ao melão, encontro com a sogra daquela minha amiga. (por motivos óbvios não a chamo mais de BFF) -Nossa como a Bê está linda! Sempre acompanho as fotos dela, o XX sempre me mostra as fotos dela. - Ah, tia, ficom impressionada o carinho e o jeito que ele tem com criança! Ele será um paizão né? - Será sim, é só o bebê que está demorando, mas agora com ESSE TRATAMENTO, chega rapidinho. ... ... ... ... Para quem não entendeu, essa minha amiga vem escondendo que faz tto de mim. Tirem suas próprias conclusões.

Mari parte 7

PARTE 7 – A TEC Chegou janeiro de 2015. Minha M chegou no dia 05/01 e no dia seguinte comecei a tomar Primogyna (estradiol), para preparar o endométrio. Depois da 1a U/S, comecei a usar os adesivos de Estradot e cinco dias antes da transferência a progesterona também. Fui para SP na véspera da transferência. Optei por fazer acupuntura com um profissional que ia até a clínica e colocava as agulhas 30 minutos antes e depois do procedimento para auxiliar a implantação: Dr. Décio Teshima. Ele é Gineco e acupunturista. ADOREI!!! A transferência foi ótima! Eu e o marido ficamos fascinados vendo os nossos blastos sendo colocados no útero! Passei as 48h seguintes de repouso absoluto! 24h recomendadas pelo médico e mais 24h por minha conta. Decidimos ficar em SP até o dia do beta, que foi marcado pra 9 dias depois da transferência. A tata foi me visitar algumas vezes e isso me ajudou muito! O marido foi um príncipe e passava o dia todo no quarto do hotel comigo vendo vários filmes! No 5o dia, tive dores horríveis no abdômen (que eu já vinha tendo em Salvador desde a coleta e que na época pensamos que fosse da hiperestimulação. Então não, não era sintoma de gravidez), Fui para a emergência do Einstein. Ligamos pro Dr, Eduardo às 2h da manhã. Ele não atendeu, mas retornou em seguida pedindo desculpas por não ter atendido pois estava longe do celular. E nos deu um outro número caso precisámos. De fato, um médico fantástico, fora do comum! Como eu sou grata por tê-lo conhecido! Me deram morfina para a dor, fizeram uma ultrassonografia abdominal mas não encontraram a causa... Beeeeem mais tarde descobrimos que a dores eram crises de vesícula causadas por vários pequenos cálculos biliares, mas isso é outra looooongaaa história que depois eu conto pra vcs! Certo, tata?! ;) Voltamos pro hotel e no 7o dia pós transferência cansei de esperar e fiz um daqueles testes muito sensíveis que importei dos EUA. E.... positivo! Liguei imediatamente para o Dr!!! “Dr. Eduardo estou grávida”!!! Ele muito cautelosamente me pediu que fosse para a clínica fazer um beta. O beta deu 62! 48 horas depois deu 125! 48 horas depois disso, voltei para a emergência com as mesmas dores, e lá o beta deu 640! Eu estava FINALMENTE grávida!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mari parte 6

PARTE 6 - o TTO em sp Eu fiquei por quase 4 meses trocando e-mails com Dr. Eduardo! Ele respondia a todos em detalhes! Isso criou em mim uma confiança enorme nele! Pesquisei muito sobre FIV, sobre as medicações, sobre a coleta dos óvulos, sobre o desenvolvimento dos embriões... e cada coisa nova que eu descobria eu mandava um e-mail pra ele! (haja paciência!! Rsrsrs). No final de agosto eu decidi que não adiantava mais adiar! Eu tinha conseguido emagrecer uns 7kg até junho, estava fazendo natação, mas já estava ganhando tudo de novo agora. Foi nessa época que eu conheci a tata! E claro que vamos falar da tata né? :P Em uma das minhas pesquisas no google sobre a FIV, encontrei um post da tata, direcionado para quem estava iniciando o tratamento. Li o blog todo em poucos dias desde as tentativas até a fase de mãe da bê. E pude sentir que ela era uma pessoa disposta a ajudar, sem julgar as leitoras, apenas tentar orientar, da melhor forma que ela podia, quem estava trilhando o mesmo caminho que ela trilhou até o positivo, e depois no mundo das mães reais e não das mães “ideais”. Resolvi escrever um e-mail para ela, contando parte da minha história de tentante. Falei do péssimo atendimento que tive aqui, do preconceito dos médicos, da minha obesidade. A coisa mais importante que a tata me respondeu foi: “Não se preocupe tanto em perder peso. Preocupe-se em estar saudável para sua FIV”. E foi o que eu fiz. Pedi ao GO que estava me acompanhando ( e acompanha até hoje) indicação de uma nutri para gestantes e passei a fazer natação 4x por semana. A nutri (que eu ADORO!) teve que rebolar com o meu cardápio, porque eu não como verduras e folhas... Aliás, motivo pelo qual a tata puxa muito as minhas orelhas, mas um dia eu chego lá viu, tata? Um diiiia.... :P Apesar disso, passei a ter uma alimentação equilibrada. As verduras e folhas que eu não como passei a tomar em sopas e sucos. Consegui perder algum peso... Pouco diante do que eu preciso, mas o principal era que meu corpo estava bem! A tata esteve comigo durante todo o tratamento. E nos tornamos amigas. Tenho muito o que agradecer a ela por tanta positividade, tanta energia boa, tanta fé que ela teve em mim e me ensinou a ter também em mim mesma. Sem julgamentos. Sem querer me dizer o que eu podia ou não. Apenas pronta a ajudar. Tata, você é uma daquelas amigas que a gente nunca esquece! Que mesmo de longe, está sempre por perto! Conte comigo minha amiga! Para o que você precisar, sempre! Liguei para Dr. Eduardo. Começaríamos em setembro com o Lupron e quando a M chegasse começaríamos o Gonal. Fiz o acompanhamento do crescimento dos folículos aqui em Salvador. A cada u/s eu ligava pra Dr. Eduardo e ele me passava a segurança de que mesmo de longe, estava controlando tudo. Tive por volta de 20 folículos! E quando eles já estavam maiores, fomos pra SP para que eu fosse acompanhada de perto por Dr. Eduardo. Fiz uma “revolução” na clínica! Rsrsrsrs... Só queria que ele mesmo fizesse as minhas ultras, o que significa que as vezes esperávamos por horas, afinal de contas existem outros médicos lá só pra isso. Mas ele sempre vinha, com toda a disposição e paciência que ele tinha, para nos atender. E tudo correu super bem. Fizemos a coleta no dia 1o de novembro. Tive 19 óvulos aspirados, 12 maduros e 10 fertilizaram. No D3, tínhamos 6 embriões se desenvolvendo. E no D5 3 blastocistos. A embriologista foi super tranquila comigo e claro que eu pedi a ela as fotos de cada etapa de desenvolvimento dos meus embriõeszinhos. nós íamos até a clínica encontrar com ela toda vez que tinha alguma atualização no desenvolvimento deles, pra pegar as fotos e claro, fazer VÁRIAS perguntas!!! Kkkkk. Eu tive hiperestimulação ovariana, e não apenas Dr. Eduardo, como toda a equipe de lá, cuidou muito bem de mim e me acompanhou de perto! Todos ótimos! Voltamos para Salvador. E meus embriões foram biopsiados (para fazer o teste genético) e congelados. O plano era fazer a transferência dos blastos em janeiro, já que nos íamos viajar no fim do ano. Dois dias depois que voltamos, a embrologista me ligou! Meu coração saltou pela boca! De 3 blastos, tínhamos 2 perfeitos! A melhor escolha que fizemos foi o teste genético! O nosso blasto mais bonito era justamente o anormal, tinha apenas 44 cromossomos e com certeza resultaria em aborto se implantado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mari Parte 5

PARTE 5 - DR EDUARDO Passou o Natal e o Ano Novo. Em janeiro de 2014 voltei na médica. Com a certeza de que tudo o que deu errado era minha culpa. Como ela estava viajando, uma colega dela me atendeu e propôs uma terceira e última tentativa. E essa também deu negativo. Só tive um folículo, que estava com 14mm no dia da injeção de HCG. (Mais tarde aprendi que com aquele tamanho nunca teria dado certo). Na consulta seguinte ela me disse que não havia mais nada que pudesse fazer por mim. Perguntei pela FIV e ela disse que muito provavelmente eu abortaria outra vez. Que ou eu emagrecia ou nunca ia engravidar. Saí de lá sem chão! Não conseguia aceitar que meu peso fosse uma sentença de infertilidade. Tantas mulheres com obesidade mais severa que a minha tinham filhos! E essa espada do peso sobre a minha cabeça me fazia comer cada vez mais! Eu admiro muito quem perde 30, 40, 50kg.. Espero que um dia eu também consiga, mas cada um sabe das suas dificuldades e eu não estava disposta a passar mais de um ano de dieta para depois engravidar e engordar tudo de novo (afinal, qualquer pessoa que já foi ou é gorda, sabe que é muito fácil ganhar de volta todo o peso que perdeu! Ainda mais grávida!) Meu plano era cuidar da minha saúde, engravidar e depois emagrecer dentro do possível, e estar com um bom peso até o 1o ano de vida do meu bebê. Então me lembrei que minha médica clínica, que também é uma amiga muito querida, havia me dito, logo que eu comecei a tentar engravidar, que eu não perdesse tempo aqui em Salvador... que eu fosse pra SP. Que o nível dos tratamentos de fertilidade lá era outro, muito melhor! Me indicou a clínica Huntington e especificamente o Dr. Eduardo Motta. Liguei pra clínica em fevereiro. Só tinha consulta pra maio! Afff! Eu não queria esperar tanto! Insisti TANTO com Fabiana, a secretária de Dr. Eduardo que consegui consulta para o início de março! (Obrigada pela paciência Fabiana! Mal sabia ela que eu ainda ia azucrinar o juízo dela um monte!!) :P A consulta foi ESPETACULAR!!!!! Foram quase 2 horas de consulta, ele sem a menor pressa... Levei todos os meu exames e todas as anotações que fiz das IA’s, as medicações, as dosagens, o crescimento dos folículos, TUDO! Ele fez U/S, me disse que eu tinha ovários muito bons e que meu útero parecia bem também. Tirei milhões de dúvidas com ele! Conversei sobre tudo que li na internet. Infelizmente a literatura sobre reprodução humana em português é muito escassa, então quase tudo que eu pesquisei foi em inglês. Ele tirou todas as minhas dúvidas. TODAS! Eu levei umas quatro folhas de papel, frente e verso, com perguntas. Tenho a impressão de que ele até se divertiu com aquela criatura obstinada na frente dele “testando” os seus conhecimentos. Mas a minha principal dúvida era: Eu poderia engravidar, e manter uma gravidez, sendo obesa e hipertensa? Quão arriscada seria essa gravidez? (esqueci de mencionar pra vocês que eu sou hipertensa também, desde os 22 anos). E ele me explicou, da forma mais didática e confiante possível, com aquela segurança de quem sabe perfeitamente do que está falando, que era possível sim! Me ensinou que a obesidade provoca uma disovulia (uma ovulação fraca, por assim dizer) que quando somada ao espermograma do marido, que tinha resultados aceitáveis mas não ideais, estava nos impedindo de engravidar. Mas nos assegurou que era possível! Que o ideal para nós era uma FIV. Que com a dose adequada de medicação podíamos conseguir uma boa resposta dos meus ovários, e que para diminuir o risco de novas das poderíamos fazer teste genético dos nossos embriões (o CGH). Não me pediu mais exames, porque eu já tinha levado tudo o que ele precisava ver e pediu o teste de fragmentação espermática para o marido (pra ver se o DNA dos espermatozoides estava muito danificado, super importante esse teste, não deixem de conversar com seus médicos sobre ele!) Importante dizer que a todo momento ele nos dizia que FIV não era garantia de gravidez, que podíamos conseguir de primeira ou levar algumas tentativas. E que a primeira tentativa muitas vezes serve para esclarecer as coisas. Ele sempre foi otimista conosco, mas sem deixar de ser realista. Saí de lá tão feliz! Tão aliviada, tão leve! Eu não era incapaz e fracassada afinal! Tudo o que nós precisávamos era de um bom médico e do tratamento adequado! O exame do marido deu normal e poderíamos prosseguir! Mas nem tudo são flores, né? A FIV é um tratamento caro, as medicações que são usadas também e nós ainda teríamos o custo de passagem e hospedagem em SP. E por mais confiante que eu estivesse, a sombra da culpa e da obesidade ainda me rondava. Eu pensava: “Gastar todo esse dinheiro pra não dar certo? Ou pior, abortar?” As palavras da médica de Salvador ainda me inquietavam muito!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mari parte 4

PARTE 4 - CULPA Com o positivo em mãos, fui fazer o beta super feliz! O resultado saiu no mesmo dia, só que deu muito baixinho...14. Liguei pra clínica. Pra variar, não consegui falar com a médica. O médico ”auditor “ já não estava mais lá. A enfermeira que me atendeu mandou repetir em 48 horas. Mas eu já sabia que aquilo não era normal... o beta seguinte deu 25. Tinha tido uma gravidez química. Fiz mais um beta pra ter certeza de que os números cairiam e aí era só esperar a M chegar. E ela chegou pouco mais de uma semana depois. Eu fiquei muito abalada! Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo pela 2a vez! Pelo menos dessa vez eu não me sentia culpada (ainda...) Voltei na médica. Ela me disse que gravidez química era muito comum e que podíamos tentar de novo. Topei, mas aquele 2o ciclo foi completamente diferente do primeiro. Me prescreveram 50UI de Puregon eu só tive um folículo e não quiseram aumentar a dose. Pensei que um folículo eu produzia sozinha, sem remédio, e aquilo parecia uma grande perda de tempo! Mas a médica me garantiu que não. No dia da inseminação meu folículo só tinha 16mm. E fizemos a inseminação com quase 4 horas de atraso; Mais de 48 horas depois da injeção do Choriomon. E não deu outra, chegou o dia do beta e foi negativo! Mais uma vez voltei à cliníca. A médica sugeriu uma histeroscopia, pra ter certeza de estava tudo bem com a cavidade uterina. Fiz o exame com anestesia, foi ela mesma quem fez o procedimento e uma raspagem do endométrio que, em alguns casos, auxilia a nidação do embrião. Após a histeroscopia, ela me disse que estava tudo normal. Eu então perguntei a ela o porquê de não estar dando certo e dos abortos. Ela simplesmente me disse que pessoas obesas tem um risco muito maior de abortar. Aí me senti um lixo! Toda a culpa que eu ainda não tinha sentido despencou em cima de mim! Fui pra casa chorando, mas algumas horas depois me dei conta de que ela NUNCA tinha dito nada sobre o meu peso! Ela me propôs a IA, disse que tinha grandes chances de dar certo pra depois vir dizer que gorda aborta!!! Senti tanta raiva! Mas ainda me sentia culpada e responsável por todas a falhas. Lembrei do primeiro GO e pensei que talvez uma pessoa como eu não merecesse engravidar. Se eu queria tanto, porque não me esforçava mais? Porque não emagrecia? Mas a culpa, a ansiedade e a frustração só me faziam engordar mais e mais! Várias pessoas muito próximas me diziam que eu não tinha a menor condição de engravidar com aquele peso, que meu corpo não aguentaria, que a deficiência ia dificultar muito as coisas e seria uma gravidez muito arriscada! Eu me sentia impotente, fracassada, culpada de ser gorda e fraca nos meus objetivos, diante de tudo aquilo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Mari parte 3 - Clinica

PARTE 3 Na primeira consulta percebi que a médica não gostava muito de esclarecer dúvidas, mas tinha lido que era a melhor clínica de reprodução daqui de Salvador, então resolvi pagar pra ver... Ela me pediu uma histerossalpingografia e alguns exames de hormônio...Fiquei esperando a menstruação chegar para marcar o exame, estava sentindo umas cólicas estranhas, não era cólica menstrual era uma dor diferente.. Aí a menstruação chegou... muito fraca, muito diferente... Liguei pra médica (quase impossível de falar com ela, só conseguia falar com as enfermeiras e ela nunca me deu o número de celular, mas enfim consegui) perguntei se devia fazer um beta só pra garantir.. ela me disse que não, que eu fizesse a histero e levasse pra ela. No dia da histero, era o 7o dia do ciclo eu ainda tinha aquela borra marrom, sendo que minha M era normalmente de 3 dias, Eu estava achando tudo muito estranho, mas várias pessoas (inclusive meu marido) me diziam que eu era muito ansiosa, que estava ficando neurótica, que tinha que confiar nos médicos, então fizemos o exame mesmo assim. DOEU PRA CARAMBA!!! E, cerca de 3 dias depois do exame, o sangramento aumentou, meus seios doíam e eu fazia xixi a cada 15 minutos! Resolvi parar de ignorar o meu instinto e fiz um teste de farmácia que deu imediatamente positivo! Eu não sabia se ficava feliz ou se me desesperava, porque eu estava sangrando e tinha feito a bendita histerossalpingografia. Então, corri pro hospital. Eu deveria estar com 5 semanas de gestação, pela data da M. Mas a médica da emergência não viu nada na U/S e o meu beta deu só 36. Até hoje nenhum médico pôde afirmar que a histerossalpingografia provocou o aborto. Mas eu não posso deixar de pensar o que teria acontecido se eu tivesse feito um simples beta antes do exame. Fiquei muito mal, pensava que eu tinha matado o meu bebê sem querer e, até hoje sinto um pouco de culpa por isso. Eu estava muito fragilizada e a médica especialista me garantiu que o aborto não foi causado pelo exame. Não sei porque, acreditei nela, talvez pra tentar aliviar minha culpa. Ela me propôs tentar uma IA (Inseminação Artificial) com medicação injetável pra produzir mais folículos e de maior qualidade, além de usar o Utrogestan para melhorar a progesterona pós-ovulação. Ela me passou vários exames. Cariótipo, trombofilias, MTHFR, vários mesmo! Além do cariótipo pro marido. Quando ficaram prontos, voltamos à cliníca, e todos os exames estavam normais: Podíamos tentar a IA! Coincidentemente, naquele mês, outubro de 2013, havia uma espécie de médico ”auditor” na clínica e ele estava presente na consulta que antecedeu a IA e em todas as U/S. Ele tirou várias das minhas dúvidas, basicamente conduziu o tratamento. Usei Puregon 50UI pra começar e depois de 3 dias eles aumentaram pra 75UI. Naquele ciclo tudo foi feito com perfeição. Tive dois folículos e, quando estavam com 18mm e 20mm fui orientada a usar o Choriomon (HCG) e inseminar em 36-48 horas... Correu tudo bem e me deram de novo Utrogestan 200 mg para usar e fazer o beta em 14 dias. Como nós estamos falando de mim, é claro que eu não esperei 14 dias, né? Rsrsrs... Fiz um teste de farmácia com 12 dias, daqueles super sensíveis que vendem nos EUA e eu tinha pedido pela internet. E deu positivo!!!!

sábado, 15 de agosto de 2015

Mari parte 2

PARTE 2 – GO NOVO O problema é que eu não morri de amores pelo GO novo... Mas ele me passou uns exames de sangue e me disse que tínhamos que esperar ao menos 6 meses (ugh!) Aí resolvi fazer o meu dever de casa. Já que eu tinha que esperar mesmo, decidi aprender o que eu pudesse para nos ajudar. Li sobre ovulação, sobre gráfico de temperatura basal, sobre endométrio, muco cervical e tantas outras coisas! Comecei a medir temperatura basal e, apesar de ser MUITO estressante, isso me ajudou a compreender melhor o meu ciclo menstrual, meus hormônios, me ensinou muita coisa! Quase 6 meses fazendo isso e nada acontecia... Afffff! Foi aí que, pesquisando na internet, eu descobri a ultrassonografia seriada!!!! Fiquei mais feliz que “pinto no lixo!” rsrsrsrs... E lá vou eu de novo pro GO pedir ultra seriada! E ele me disse que não podia, tinha que esperar mais 6 meses!!! Aaaahhh... Vocês pensam que eu me conformei? Nananinanão.... Fui pesquisar e encontrei um dos mais bem reputados ultrassonografistas em ginecologia daqui de Salvador. E pra minha sorte, ele não atendia como GO, só fazia u/s, então não me veio com a ladainha dos 12 meses! Todo mês eu ia a ele, fazer u/s até confirmar a ovulação... Fiz isso por cerca de 04 meses (Não me lembro ao certo quantos foram) e todo mês eu ovulava e fazia o namoro programado certinho... e nada de engravidar! Ele começou a achar estranho.. pediu pra eu dosar hormônios no 7o dia após a ovulação e pro marido fazer um espermograma... Claro que a parte de convencer o marido foi uma novela à parte! Rsrsrsrs. Enfim, fiz os meu exames e meu marido também... Os meus hormônios estavam desequilibrados, progesterona baixa e o espermograma dele alterado... Fiquei super estressada! Praguejei contra os médicos que insistiram na porcaria dos 12 meses! Fomos ao urologista, que pediu u/s pro marido e constatou varicocele e testosterona baixa. Tinha que fazer cirurgia pra corrigir a varicocele e tomar hormônio. Mas aí eu fiquei com a pulga atrás da orelha. Tinha lido que tomar testosterona zerava a produção de esperma. Resolvemos não tomar! Como meu anjo da guarda é muito eficiente, quando meu marido disse pro pai dele que ia ter que operar, o meu santo sogrinho insistiu que ele procurasse um urologista amigo da família, que foi contra o uso de testosterona e disse que o exame do meu marido estava abaixo do esperado pra idade dele (30 anos na época), mas ainda assim normal! E que o uso da testosterona poderia provocar exatamente o que eu li! UFA! Que alívio! Em dezembro de 2012, meu marido fez a cirurgia. 6 meses depois, os resultados dos exames melhoraram muito, mas ainda não era o ideal. Foi aí que decidi procurar uma clínica de reprodução humana.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mari parte 1

MENINAS!!!! É com muito orgulho que apresento a voces a mais nova colaboradora do blog. Simmmmmmmmm, aquele ultimo post surtiu efeito rápido e com imensa alegria apresento a voces a Mari. A Mari é uma pessoa linda, que tive o prazer de conhecer. Ela é teimosa, obstinada, curiosa. Tem uma força absurda, uma guerreira. Passou por muita coisa e tem muita coisa para nos acrescentar. Conhecer a Mari me ensinou muito. Me sinto privilegiada de tê-la conhecido e apresento ela a vocês com muito carinho. A Historia dela é longa. Foi dividida em muitas partes. O primeiro trecho foram N pedaços. Mas cada pedaço tem um motivo de ser partido, e vocês vão entender isso. Deliciem-se com a minha querida Mari! bjs DE TENTANTE A GRAVIDA - A HISTORIA DA MARI MARI – PARTE 1 Em novembro de 2011, aos 26 anos e casada há quatro, de repente me veio um pensamento na cabeça: ”acho que está na hora de termos filhos”. No mesmo dia, conversei com meu marido sobre isso e ele resistiu bastante à idéia... Ora, até então nós nem tínhamos certeza se queríamos ter filhos e, do nada, lá estava eu determinada a engravidar. Eu não sabia ABSOLUTAMENTE NADA sobre ovulação, endométrio, fase ovulatória, fase lútea.... Só aquelas baboseiras que a gente aprende na aula de biologia, e que a maior parte das mulheres nunca vai ter que se preocupar em entender. Eu era tão ingênua, que achava que podia fazer teste de farmácia um dia após treinar.. rsrsrsrs. Mal sabia eu... Aí fui pra internet, Óbvio! E me aborreci imensamente quando descobri que tinha que esperar 12 meses antes de procurar orientação médica!!! 12 MESES???!!! NO EFFING WAY! ( foi exatamente o que pensei na hora!) :P A idéia de tentar engravidar por 12 meses ao acaso, não fazia o menor sentido pra mim... Eu tinha uma intuição que me dizia que não custava nada pedir ao médico exames simples pra mim e para o marido que podiam nos dar mais tranquilidade e poupar tempo! Então lá fui eu para o meu GO, e foi aí que tudo começou.... Se preparem porque a história é loooongaaaa! Rsrsrsrsrs... Antes de prosseguir, preciso contar algumas coisas sobre mim, para que vocês consigam entender o que aconteceu depois. Eu sou uma mulher com deficiência física, consequência de complicações no parto de minha mãe. Eu ando com grande dificuldade e, na maior parte do tempo, uso cadeira de rodas. Além disso tenho obesidade, não gosto dessa coisa de dizer que sou gordinha... Não! Eu sou obesa e não tenho nenhum problema em dizer isso! Quando comecei a tentar, tinha 80kg, obesidade grau um. Hoje esse peso aumentou bastante, mas isso é assunto pra depois! Dito isso, lá vamos nós para a consulta com o GO. Fez os exames de rotina, U/S e preventivo, até que eu disse a ele: Queremos engravidar! Ele me olhou um pouco desconcertado e me disse: “Mari, você tem certeza? Você sabe o quanto um bebê é ‘egoísta’? O quanto ele vai exigir de você? Você vai ter condições para isso? E além do mais, você precisa emagrecer se quiser engravidar”. Saí de lá cheia de culpa... achando que eu não era capaz de ser mãe e que eu seria irresponsável de engravidar sendo deficiente e... Gorda! Mas, quando eu realmente quero uma coisa, eu não desisto tão fácil assim! A vida me ensinou que eu teria que lutar muito pelo que eu quisesse, desde criança. Aqui, gostaria de dizer mais uma coisa. Por favor, não pensem que eu sou exemplo de “superação”, como a maioria das pessoas diz quando se depara com um deficiente. Eu não sou e nem pretendo ser. Eu tenho limitações, como todo mundo tem as suas. Eu também tenho pais maravilhosos, que tornaram as minhas conquistas possíveis e um marido absolutamente fantástico, que dedica grande parte da vida dele a abrir para mim as portas que a deficiência (e outros problemas que todo ser humano tem) fecham. Então, não sou nenhuma super guerreira que vive de superar obstáculos! Boa parte da minha vida foi e ainda é muito mais fácil do que a de muita gente sem deficiência por aí...Sou uma mulher obstinada, decidida, teimosa! Como muitas que passam todos os dias aqui pelo blog. Exatamente por isso, decidi trocar de GO.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Eduquem seus filhos para a vida

Meninas, esse blog tem sempre gente nova. Mas as leitoras antigas permanecem e agora ja somos em muitas mães. Sim, no fim todas conseguem. Cada uma no seu tempo. Na semana passada tive a alegria de ver um beta de uma leitora das antigas crescer. Essa leitora se tornou amiga e uma pessoa fundamental em toda a minha trajetória. Ela começou a acompanhar o blog quando a be se tornou feto, com aproximadamente 8 semanas de gestacão. Ela curtiu minha gestacão, foi ela quem me deu o enfeite da porta da maternidade, e hoje ela aguarda pelo ultrassom para sair correndo e contando. Bem, e escrevendo um post ne? Aliassssssssssssssss, tem uma leitora espertinha que esta ha 8 meses me devendo um post!!!!!! Vcs acreditam que ela ha um ano atras me mandou uma mensagem e comecamos a conversar por email; Ela era de fora, veio para sp, nos conhecemos, ela fez o tto, aspirou, voltou, transferiu e ficou gravida e nao escreveu um post???? Absurdo ne? So desculpei ela porque a gestacao dela teve mil e uma intercorrencias e aventuras, afe. Não vejo a hora de vocês poderem conhecer a história dela também!!! Essa menina é um furacão. Decidida, determinada, teimooooosa! Mas sabe o que quer, e vai a luta. Ela é um exemplo de mulher, e faço questão que vcs conhecam a história dela, com um final muuuuito feliz. Ela me prometeu mandar o post antes do parto. Bem, tem ainda outra leitora querida, sensível, delicada, que também tive a alegria de conhecer e que em breve vai nos mandar um post lindo, né? Humpf para essas dai, tão só me enrolando. Quero so ver vcs tres..... Devem estar dormindo com tanto hormonio, ao inves de escrever um post lindão pra gente. Então aguardem...... em breve teremos posts novos. Acabo mesclando um pouco o foco do blog, ja que agora muitas ja são mães! E olha que lindo esse texto: Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos. Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides. Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo. Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário. Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo. Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos. Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar. Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade. Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente. A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone. Por Cláudia Rodrigues

domingo, 9 de agosto de 2015

As coincidências

Meninas Espero que tenham passado bem esse dia dos pais. Nem sempre todas tem os pais ao lado por N motivos, mas sei que a maioria tem ao lado grandes homens, doidos para comemorar esse dia com os filhos nos braços. Espero que esse tenha sido o último dia dos pais sem bebe! Ano que vem, nessa mesma data, todas vamos nos lembrar desse post, e dizer: tái, valeu toda a luta, olha que bebe lindo que D"us me deu. E por falar em D"us............ Cada coisa que acontece comigo que nem eu acredito. O almoço de dia dos pais e dia das mães passou a ser em casa. A família não e grande, mas prefiro contar com uma ajuda extra quando recebo mais gente em casa, até porque Donabe as vezes resolve não me deixar fazer nada além de ficar com ela no colo. Tem dias e dias, e como nunca sei o que me espera, chamei uma copeira para me ajudar. O cardápio foi quase todo feito em casa. Fiz homus de entrada, arroz, carne assada com cogumelos, quindim, pudim de claras e musse de chocolate. Minha irmã me trouxe uma salada, e minha mãe uma massa. Acordei, fui na feira comprar os cogumelos e frutas da sobremesa e rapidínho o almoco estava encaminhado. Mas e sempre bom contar com ajuda, principalmente para lavar a louca, panelas, senão fica uma loucura. Não e a primeira vez que chamo, sempre que tem mais gente chamo as moças dessa empresa, e cada vez vem uma moça diferente. Dessa vez, veio uma moça bonita, magrinha, e como ficamos na cozinha, começamos conversar. Ela tem 5 filhos, e não sei exatamente em que parte da conversa, ela me contou que a cada tres meses ela toma as medicações para ser ovodoadora. Que já perdeu as contas de quantas vezes doou, e batemos maior papo sobre isso. Achei interessante o fato dela ter dito isso para mim. Coincidências não existem né? Falei para ela por cima do que passei para ter a be, falei do blog, e agora desconfio que esse foi o jeito que D"us encontrou para mostrar a ela o quanto ela está ajudando outras mulheres. Falamos sobre o sigilo, o quanto isso e importante, e sobre o quanto e sofrido não poder gerar um filho. Com a mesma idade que eu, ela tem uma escadinha de cinco filhos, e deve ter um mileriano invejável. Disse que costuma aspirar 15-18, já chegado a 21 foliculos. Quantas mulheres, quantas famílias, quantos sonhos ela já deve ter viabilizado. Esse para mim, foi o melhor presente de dia dos pais: saber que existem pessoas como ela. Com toda a certeza, não foi coincidência ela ter vindo em casa hoje, nossa vidas tem se cruzado. Coisas de D"us... Mil beijos, boa semana!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Orlando

Meninas, minha vida e meu humor tem sido ciclicos e bastante instaveis, mas ha uns tres, quatro dias que venho me sentindo BEM. Sinto-me disposta e alegre. O cansaço e o desânimo deram uma tregua. Pele, labios e boca ainda bastante secos. Intestino funcionando 2x por dia (inédito!!), e estou comendo mais que o normal - isso nao costuma ter bons resultados ai ai ai. Mas estou bem. Sinto-me bem de novo. Espero que o remedio esteja finalmente fazendo efeito, e que eu possa me adaptar o quanto antes. Ter ido ao endocrino me desanimou um pouco, mas estava mesmo precisando de uma dose de realidade. Estou super animada com a viagem que faremos em vinte dias. Vamos levar a Be para Orlando. Se ela vai aproveitar, se vai entender... nao sei ainda. Mas nao pudemos viajar em julho, e precisavamos de uma tregua, de ferias, de momentos em familia. Emitimos a viagem com milhas que iam vencer, e vamos ficar num mega hotel bacana. No Melia resort, em Celebration. Pretendemos pegar parques dois ou tres dias, aproveitar bastante o hotel e passar vontade nos shoppings e outlets. Ontem vimos o dolar chegar a 3,7. Que tristeza. Acho lamentavel a situacao em que nosso amado país se encontra. Nossa economia está sofrendo anos de má administração, corrupção desenfreada e mau planejamento. Nossos governantes não pensam no bem do país... Pensam em seu próprio benefício, em divergências políticas, alianças... E com isso estamos numa situação tão complicada. E pelo pouco que entendo de economia, só deve piorar. Então vou olhar as lojas, porque com esse câmbio de quase 1:4, fica difícil. Mas já fazem alguns dias que me pego pensando em o que levar, o que fazer, como será. Bom demais!!!